segunda-feira, 22 de junho de 2009

ELIZABETH LESEUR (1866-1914)

Pauline-Elizabeth nasceu em Paris, França, aos 16/10/1866; recebeu da família uma sólida educação cristã e valioso patrimônio cultural, que utilizou durante toda a vida na qualidade de escritora. Era esposa de um ateu, materialista e colaborador de jornais anti-clericais, que tudo fez para extinguir a fé da esposa. Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de materialistas e quis controlar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de S. Tomás de Aquino. Este aprofundamento só contribuiu para tornar mais convicta a sua vida cristã, levando-a a exercer o apostolado entre os intelectuais e incrédulos, como também a praticar obras de caridade.

Era uma grande cristã Elizabeth Leseur que viveu por volta de 1900. Era uma francesa culta e fervorosa, amiga das artes, das letras, da filosofia, etc, casada com um homem culto e destacado na sociedade francesa; mas ateu, que não acompanhava a fé de Elizabeth. Era o Sr. Felix Leseur.
A vida inteira Elizabeth rezou e se imolou pela conversão de seu esposo; o acompanhava nos mais altos eventos sociais onde Deus estava ausente, e sua alma chorava em silencio e oblação a Deus; até que um dia ela veio a falecer sem ver o marido se converter. Muito se empenhou pela conversão de seu marido, sem o conseguir, até o momento de sua morte.

Mas eis que Elizabeth tinha escrito um Diário Espiritual; e, um belo dia o seu esposo o encontrou depois de sua morte, e o leu com interesse. Foi o suficiente para que ele se convertesse profundamente. Ao ler aquelas páginas cheias de fé e de sofrimento oferecido a Deus diariamente, aquele homem foi tocado profundamente e percebeu que vivera ao lado de um anjo sem notar a sua presença. Agora derramava lágrimas de tristeza por não ter vivido aquela fé maravilhosa ao lado da esposa falecida. Sua conversão foi tão profunda que deixou o mundo, abandonou as esferas sociais onde era exaltado e se fez Frade dominicano; Frei Felix Leseur. Do céu Elizabeth converteu o seu Felix. Depois ele publicou “O Diário de Elizabeth Leseur”; editou também “Cartas a respeito do Sofrimento”, Paris 1918; “A Vida Espiritual”, Paris 1918; “Cartas aos Incrédulos”, Paris 1922.
Elizabeth Leseur faleceu em 1914. Foi beatificada.

PENSAMENTOS DE ELIZABETH LESEUR

"Sejamos como a vela, que consome a sua própria substância para dar luz e calor aos que a cercam".

“Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”.

“Não sabemos todo o bem que fazemos, quando fazemos o bem”.

"Não chores ao perderes o sol; as lágrimas te impedirão de ver as estrelas"

“As nossas ações e as nossas omissões têm repercussões que vão até o infinito...”

“Um coração que ama, seja quem for o amado, ama ao mundo todo e o faz melhor.”

“Minha alma tem sede de se entregar, de se dar, de ser compreendida e de tudo partilhar. Ela suspira por aquilo que dura e queria, às vezes, sacudir o fardo das incompreensões, das hostilidades, das mesquinharias que, de fora, pesando sobre ela e a machucam. Tenho sede de infinito, de imortalidade. Tenho sede de vida, da única vida, plena, eterna, com todas as nossas ternuras reunidas no seio do Amor infinito. Meu Deus, tenho sede de ti”.

“Toda a vida é uma responsabilidade, e somos culpados não apenas pelo mal que fazemos, mas também pelo bem que deixamos de fazer”.

“Como não procurar dar quando se recebeu muito? Como não amar quando um Amor Infinito renovou e transformou a nossa vida?”

“Pensar é belo; orar é melhor; amar é tudo”.

“Quero amar com um amor especial àqueles a quem seu nascimento, sua religião ou suas idéias afastam de mim”.

“Não aceitar tudo, senão tratar de comprender tudo; não aprovar tudo, senão perdoar tudo; não aceitar tudo, senão buscar o grão de verdade que está contido em touo. Não rechaçar nenhuma idéia ou desejo, por torpe o débil que pareça."